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Consulta do pé diabético avança em Janeiro de 2015

Sábado, 15 Novembro, 2014 - 14:15

A medida foi anunciada no Dia Mundial da Diabetes. A partir do próximo ano, os doentes referenciados passam a ir à consulta do pé diabético.

Os números assustam. Entre 2006 e 2014 foram amputados no Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira 131 diabéticos. Feitas as contas, é mais de uma amputação por mês e, embora a maior parte seja a dedos, houve 32 amputações à coxa, 27 a pés e quatro a pernas.
Para reverter este cenário, o serviço de cirurgia geral do Hospital da Ilha Terceira, em colaboração com outras especialidades, criou a consulta do pé diabético, que estará disponível a partir do início do próximo ano.
A medida foi apresentada, ontem, Dia Mundial da Diabetes, no Hospital da Ilha Terceira, por Marília Vargas, médica de cirurgia geral, que vai coordenar o projeto.
Os utentes são referenciados pelos médicos de família. Na consulta do pé diabético são avaliados por médicos de cirurgia geral, que depois, os encaminham, consoante os casos, para consultas de medicina interna, ortopedia, fisiatria, cirurgia vascular, podologia e nutrição, bem como para o acompanhamento de enfermagem.
Estima-se que um quarto dos doentes diabéticos em todo o mundo acabe por ter uma ferida no pé eventualmente e, nesses casos, a maioria desenvolve infeções. Desses, entre 25 a 50% tem necessidade de amputação, como revelou Catarina Fernandes, médica interna de cirurgia geral.
A chave está na prevenção, mas por vezes os doentes chegam ao hospital numa fase em que a amputação já é obrigatória sem mesmo saberem que são diabéticos.
A Associação dos Diabéticos Açorianos estima que existem 7500 diabéticos na Região, mas em 2012 eram conhecidos apenas cerca de 4600. É por isso que o principal desafio da associação é a identificação de doentes, ou não fosse a diabetes considerada uma doença "silenciosa".
A nível mundial, alertou a nutricionista Cláudia Meneses, há 382 milhões de diabéticas, mas a Federação Internacional de Diabetes acredita que o número aumente em 55% até 2035.
Os maus hábitos de alimentação e a falta de prática de exercício físico estão a tornar a sociedade mais obesa e isso aumenta o risco de aparecimento da diabetes tipo 2, que representa 90 a 95% da diabetes total.
Uma vez diagnosticada a doença, é preciso controlar de facto o que se come, aumentar o exercício físico e cumprir à risca a medicação, mas há quem demore tempo a aceitar a sua condição.
Quanto aos pés diabéticos, exigem uma atenção redobrada. Marília Vargas aconselha uma vigilância dos pés, tanto pelo utente, como pelo médico de família. É preciso também fazer uma limpeza cuidadosa dos pés, sobretudo entre os dedos, depois do banho e usar um calçado apropriado. Se tiver uma ferida o doente deve procurar o médico e não menos importante deve controlar a glicémia e não fumar.

Texto: "Consulta do pé diabético avança em Janeiro de 2015". Diário Insular (15.Nov.2014)
Foto: Gabinete de Comunicação e Imagem do HSEIT

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