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3.º ENCONTRO NACIONAL DE AMAMENTAÇÃO

Data: 
Sexta, 24 Julho, 2015 - 17:45

O aleitamento materno é considerado um dos pilares para a promoção e proteção da saúde das crianças.
Nutricionalmente o leite materno é o alimento mais adequado para as diversas etapas do crescimento e desenvolvimento do bebé pois a sua composição é ajustada às suas diferentes necessidades.

Do ponto de vista imunológico e imunomodulador o leite materno é um alimento «vivo». Contém uma centena de componentes anti-infeciosos e imunologicamente ativos que não podem ser replicados no leite artificial.
As imunoglobulinas da mãe, dirigidas a inúmeros microorganismos com os quais contactou durante a sua vida, representam um tipo de "repertório" imunológico vasto, vantajoso para o bebé.
Sabe-se também que o benefício imunomodulador da amamentação mantém-se para além do desmame, havendo já evidência de proteção até à vida adulta nomeadamente contra asma, linfoma, leucemia, doença de Hodgkin, doença inflamatória intestinal, doença celíaca e DMID, a obesidade, DMNID, dislipidemia e HTA.

Do ponto de vista psicológico o aleitamento materno favorece a vinculação mãe/filho, reforça a afetividade e proporciona momentos de imensa satisfação para mãe e bebé com consequências benéficas para a saúde emocional desta futura criança /adulto.

Do ponto de vista econômico e como benefício imediato, o leite materno é gratuito. Estima se uma poupança de cerca de 800 euros no primeiro ano vida só em embalagens de leite artificial sem contabilizar os biberões, esterilizadores e toda a panóplia de material associado. Indiretamente, a menor incidência de patologia infeciosa infantil representa menor custo com serviços médicos, medicamentos e menor absentismo laboral dos pais.
Por último o leite materno é mais ecológico com uma embalagem amiga do ambiente (que não produz lixo nem desperdício).
As vantagens do aleitamento materno para a mãe também são múltiplas. Salientamos o fator protetor contra a neoplasia da mama (existe uma relação inversa entre a duração da lactação e o risco de cancro da mama, menor em 50% em mães que amamentaram mais de 24 meses comparativamente com mães que o fizeram durante 1 a 6 meses). Diminui também o risco de neoplasia do ovário em 20%, o risco de desenvolver DMNID (por cada ano de amamentação o risco diminui 15%), o risco de osteoporose por favorecer a mineralização óssea.

Esta superioridade do leite humano como fonte de alimento e de proteção contra doenças faz com que desde 1991, a Organização Mundial de Saúde, em associação com a UNICEF, estabeleça um trabalho com uma abrangência mundial no sentido de proteger, promover e apoiar o aleitamento materno. Contudo, a falta de informação e apoio prático, levam a que muitas mães não consigam superar as dificuldades com que se deparam com consequente abandono precoce da amamentação.
De acordo com os dados publicados pelo Observatório Nacional de Saúde do Instituto Nacional de Saúde Dr Ricardo Jorge, as taxas de amamentação em Portugal são muito mais baixas do que seria desejável e em particular na Região Autónoma dos Açores. São necessários esforços conjuntos e em várias vertentes para contrariar estes dados.

Com o objetivo de promover o aleitamento materno o Departamento da Mulher e da Criança com a colaboração da saúde infantil da unidade de ilha Terceira comemoram a Semana Mundial do Aleitamento Materno 2015 participando no 3 ENCONTRO NACIONAL DA AMAMENTAÇÃO inserido da SEMANA MUNDIAL DO ALEITAMENTO MATERNO. Este encontro decorre dia 2 de agosto a partir da 15,30h com encontro na Praça Velha em Angra do Heroísmo e na Avenida Álvaro Martins Homem na Praia da Vitória.

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