Os novos membros do Conselho de Administração do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira tomaram posse hoje, dia 2 de Fevereiro de 2015, numa cerimónia realizada na Secretaria Regional de Saúde dos Açores, em Angra do Heroísmo, e presidida pelo Senhor Secretário Regional.
O Conselho de Administração do Hospital de Santo Espirito empossado é constituído pela sua Presidente, Dr.ª Paula Elsa de Carvalho Moniz , a Diretora Clínica, Dr.ª Lúcia de Fátima Fraga Martins Crisóstomo, o Enfermeiro Diretor, José Pedro Leonardo Pires, e o Vogal Executivo Dr.ª Ana Margarida Teixeira Laranjeira.
A nova Presidente do Conselho de Administração exerceu, em diversas instituições bancárias nacionais e internacionais, funções dirigentes na área da banca de investimento e empresarial, gestão de empresas e assessoria, gestão de patrimónios imobiliários e mobiliários e relacionamento com o setor da Saúde, entre outras.
Lúcia de Fátima Fraga Martins Crisóstomo é licenciada em Medicina pela Universidade de Coimbra e tem uma vasta experiência em cargos de chefia em várias unidades de saúde, como o Hospital Francisco Zagalo, em Ovar, o Hospital de São João da Madeira e o Hospital de Angra do Heroísmo.
José Pedro Leonardo Pires tem um Bacharelato em Enfermagem na Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo em 2001, tendo terminado o ano complementar de Formação em Enfermagem no ano seguinte e feito uma Pós-Graduação em Gestão de Unidades de Saúde na área disciplinar de Política da Saúde e Saúde Pública.
Ana Margarida Teixeira Laranjeira é licenciada em Organização e Gestão de Empresas e Mestre em Gestão Pública pela Universidade dos Açores, além de ter várias pós-graduações e desempenhado cargos de chefia na área da Gestão Financeira na Administração Pública e colaborado com a Universidade dos Açores na lecionação da disciplina de Contabilidade Pública.
DISCURSO DA TOMADA DE POSSE - Dr.ª Paula Elsa Moniz
Sr. Secretario Regional da Saúde,
Exmos Sras Dras e Srs Drs do Conselho de Administração cessante
Exmos Sras e Srs que se juntam a este acto
Assumir um compromisso de gestão hospitalar nos dias de hoje é um enorme desafio que só pode ser vencido se a dedicação e o desempenho constituírem uma permanente preocupação compreendida na obrigação de serviço público a que nenhum cidadão, podendo, se deve eximir.
É o que me motiva e encoraja, neste momento e em relação ao Hospital da Terceira que o Governo me confia.
No sector, conhecem-se os problemas e as reformas preconizadas.
A otimização financeira tem sido o propósito dominante do modo de gestão.
Exige-se que se faça mais e melhor, com menos.
Todavia, a solução, a difícil solução reside no equilíbrio ponderado entre a redução de custos e a garantia de acessibilidade e qualidade na prestação dos serviços clínicos.
É na procura desse equilíbrio que encontraremos os melhores métodos de gestão.
Dedicação, competência e ética são deveres de todo o profissional de saúde.
A saúde é bastante mais do que um negócio;
é um dos desígnios nacionais;
é um direito do homem que ao poder político cumpre garantir.
Na defesa e promoção desse direito não devem ponderar quaisquer formas de corporativismo, nepotismo e segregação profissional.
A burocracia profissional geradora de poderes de grupo, de demoras e de deficiências várias, constituiu um custo adicional expressivo e é causa de mal estar e tensão entre utentes ou pacientes a quem por missão o Hospital da Terceira cumpre aliviar-lhes a dor e prolongar-lhes a esperança de vida.
É esta a razão de ser do serviço prestado.
A disciplina e a responsabilização são princípios de aplicação obrigatória.
A gestão exige ajustamento mútuo, reciprocidade, capacidade de audição, reconhecimento do profissionalismo, cultura de transparência e de inovação, orientação permanente para os utentes e pacientes, uma equipa e uma liderança reconhecida.
Uma coisa é certa, no caso de uma entidade hospitalar, e ao Hospital da Terceira a todos os profissionais é exigida sensibilidade como em nenhuma outra profissão.
Competência no diagnóstico, talento e certeza na terapia, cuidado especial no relacionamento com o paciente.
Que há de mais sensível e belo no Mundo que dar a vida, prevenir a morte e aliviar a dor?
Os recursos financeiros, técnicos e humanos são escassos hoje como também amanhã.
O que se pede num estabelecimento como ao Hospital da Terceira é que a consciência do equilíbrio, a concentração nas tarefas que cumprem a cada profissional estejam sempre no nível mais elevado.
Neste conceito a administração do Hospital da Terceira é apenas mais um equipa de profissionais com responsabilidades idênticas e sujeita a uma avaliação de mérito, como todos os demais.
Se soubermos combater a coletivização do conformismo, o cultivo das aparências, o comodismo atávico, e tudo substituirmos por uma cultura DO RIGOR, DA TRANSPARÊNCIA DA SERIEDADE PROFISSIONAL, DA SOBRIEDADE, DA INOVAÇÃO E DO CONTENTAMENTO, podem ter a certeza que o equilíbrio entre os recursos e qualidade dos serviços prestados surgirá espontaneamente,
A equipa do Conselho de Administração que hoje inicia funções agradece a confiança.
Muito Obrigado pela confiança que em mim depositam e por me terem escutado.
Angra do Heroísmo, 2 Fevereiro de 2015
Paula Elsa Moniz